terça-feira, 7 de setembro de 2010

Conflitos da área de saúde.

Aonde vai para esse mundo? Não sabemos. Tudo que sabemos é que estamos caminhando para uma sociedade sem amor. Essa idéia não é original, vem do instinto blog de uma amiga.

Como a maioria dos leitores aqui sabe, sou estudante de enfermagem. Faço parte de alguns projetos onde tenho o privilegio de interagir com estudantes de medicina. Nesses tempos tenho debatido muito sobre a desunião evidente na área de saúde. O quanto que uma equipe de saúde desunida pode prejudicar o usuário do sistema.

Mas porque a área de saúde é desunida? Não deveríamos estar unidos em prol do paciente?! Não deveríamos esquecer todas as desavenças pessoais e pensar exclusivamente na prevenção, cura ou conforto daqueles que estamos assistindo?!

Aqui no Brasil, nosso sistema de saúde é totalmente centralizado no médico. Dizem que isso está mudando. Não sou tão otimista assim. De maneira geral, médicos desde quando são estudantes, possuem um complexo de superioridade. Não os culpo, afinal o caminho para o ingresso na medicina é torturante. A sociedade vê os médicos como seres próximos de Deus.

Ai vem a enfermagem, uma classe buscando afirmação. Tão importante quanto o medico, mas sem o mesmo reconhecimento. Composta quase que totalmente por pessoas do sexo feminino (sim, eu vivo num harem!). Muita mulher junta é sinal de confusão. E muita confusão mesmo! Tantas e tantas brigas, uma mais idiota que a outra que sou obrigado a testemunhar todo santo dia.

O leitor mais esperto pode concluir que a enfermagem briga entre si desde o inicio do curso de formação. Assim como os médicos. De maneira geral, um quer mostrar saber mais do que o outro. São orgulhosos e arrogantes. Conheço alguns estudantes/profissionais de medicina bem bacanas, pessoas interessantíssimas e acima de tudo com traços de humildade. Essas pessoas trazem um pouco de esperança a esse ser tão pessimista que aqui escreve, ainda que seja uma exceção a regra.

Agora a pior briga que encontramos é entre Médicos e Enfermeiros. Orgulho, vontade de se auto-afirmar e diferenças pessoais. São os principais motivos dessa merda toda. Daí vem fisioterapeutas, dentistas, nutricionistas que se sentem tão desvalorizado quanto o enfermeiro.

E de fato, caminhamos para uma sociedade sem amor. E começamos vendo isso na área de saúde. E aonde o mundo vai parar?

Obrigado pela leitura!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A reza do pato

Já vou avisando. Esse post pode ser polemico. Entre na minha mente e veja as coisas do meu jeito. Caso não consiga, simplesmente pare de ler.

Não são poucas as vezes que me pego pensando no meu passado. Acho que todo mundo é assim. Somos apegamos ao passado para relembrar de algo bom, que nos faz sentir cheio de orgulho na maioria das vezes. Um processo de auto-afirmação muito bem mascarado. Hoje, em uma atitude corajosa, relembro de um tempo em a ingenuidade era extremamente grande e as mulheres eram seres de outro mundo: meus 13 anos.

Aos 13 anos comecei a integrar um desses grupos de jovens de igreja. Não vou expor nada sobre qual igreja e religião porque as próximas linhas por si só já conterão bastante polemica.

Eu lembro que as pessoas desse grupo falavam para a gente rezar. E quando a gente rezava, deveríamos falar com Deus (ok, religião cristã) como se fosse nosso amigo, no nosso linguajar.

Fico pensando como se aplicaria isso hoje em dia. Até porque eu sempre Xingo pesadamente meus amigos. Penso também no que eu poderia pedir hoje em dia. E comecei a brincar de imaginar essas coisas. Compartilho o resultado disso com vcs. Espero não ofender a religião de ninguém.

“Escuta aqui seu tremendo filho duma puta, eu to de saco cheio. Sério cara, seguinte: eu cansei de querer que as coisas que eu faço dêem certo. Cansei mesmo. Eu quero é ser feliz (inspirado em uma conversa que eu tive com Amanda Fontenelli).Eu quero aprender a ter paciência, regular a ansiedade. Quero manter a concentração nos meus objetivos e quero ser feliz. Abra meus olhos para que eu enxergue apenas a felicidade. Ou os feche para que assim eu continue andando as cegas, fazendo merda atrás de merda, e que ao menos eu consiga amadurecer, enxergando um propósito para isso. Eu preciso enxergar um propósito para meus erros recentes. Preciso me conformar com o erro (aceitar jamais), perder o rancor(ou não) e caminhar com a consciência tranqüila. Preciso procurar um novo rumo. Só não sei por onde começar.

Arruma ai a mulher perfeita, daquelas suas filhas que a gente quer casar de primeira. Ou me arruma todas as outras mulheres do mundo porque eu não estou treinado o suficiente para casar. Livra ai das DSTs ou de alguma eventual brochada aos 60 anos de idade. Preciso esquecer e ignorar eventuais pessoas que insistem em abaixar meu egozinho de ferro.
Preciso de disposição pra estudar, porque a faculdade fode com minha vida. Preciso aproveitar meus amigos e tudo de bom que eles têm a oferecer. Eles são ótimos e precisam de um pato gritando ‘ninguém é de ninguém!’ a cada 30 mim. Meus amigos precisam de risadas sinceras, assim como o mundo!

Preciso de só mais uma palavra: Amém!”

Ééé leitor. O pato reza sim! Meio bizarro, eu sei. Dá pra refletir a respeito.

Opiniões a favor/ contra esse post são devidamente aceitas.

Obrigado pela leitura!

sábado, 31 de julho de 2010

Before the lobotomy

Dreaming
I was only dreaming
of another place and time
Where my family is from

Singing
I can hear them singing
When the rain had washed away
All these scattered dreams

Dying
Everyone's reminded
Hearts are washed in misery
Drenched in gasoline

Laughter
There is no more laughter
Songs of yesterday
Now live in the underground

Life before the lobotomy
Christian sang the eulogy
Sign my love a lost memory
From the end of the century

Well, it's enough to make you sick
To cast a stone and throw a brick
When the sky is falling down
It burned your dreams into the ground

Christian's lesson is what he's been sold
We are normal and selfcontrolled
Remember to learn to forget
Whiskey shots and cheap cigarettes

Well I'm not stoned
I'm just fucked up
I got so high I can't stand up
I'm not cursed' cause I've been blessed
I'm not in love' cause I'm a mess

Like refugees
We're lost like refugees
Like refugees
We're lost like Refugees
The brutality of reality
Is the freedom that keeps me from

Dreaming
I was only dreaming
of another place and time
Where my family is from
Singing
I can hear them singing
When the rain had washed away
All these scattered dreams
Dying
Everyone's reminded
Hearts are washed in misery
Drenched in gasoline
Laughter
There is no more laughter
songs of yesterday
Now live in the underground

Sou constantemente vitima do pré-julgamento das pessoas. Sou a piada sem graça, o comentário desnecessário. Sou o poeta sem as palavras. Sou a caricatura idealizada, a mosca da sopa. Mas antes de tudo, sou alguém tentando me achar no meio desse mundo tão sem graça.

Vivo cansado. Vivo reclamando, errando e repetindo os erros. Vivo de sonhos. Vivo sem sonhos. Vivo só nesse mundo de merda. Vivo procurando não sei o que.

Ou a gente vive tendo razão das coisas, ou a gente vive feliz. A partir de agora eu escolho a segunda opção. Cansei de estar certo. Cansei de alguns hábitos. Cansei da entrega, cansei da preocupação. Cansei da boa educação. Cansei de viver. Cansei de escrever.

E hoje cansei até de te agradecer.

domingo, 25 de julho de 2010

Ermida Dom Bosco

De forma espontânea, me distancio dos meus amigos. Vago só buscando estabilidade. A noite é fria e calma. O vento gelado e as luzes distantes me dão uma falsa sensação de paz. Ando acompanhado de vozes queridas. Eles cantam belas canções. Ando acompanhado desse sentimento de incerteza e tormento. Levo junto comigo o ar dentro dos meus pulmões, o sangue das minhas pernas. Levo o sorriso infantil e o amor do mundo.

Fico chocado pela quantidade de lixo naquele local. A poluição faz com que a noite perca seu brilho. O ar não é tão puro. A grama não é tão cheirosa e o lago não é tão bonito. De repente as coisas perdem o sentido.

As vezes não suporto esse excesso de sentimentalismo barato. Mas eu sou assim. Meio contraditório, meio vazio. Como esse post.

Obrigado pela leitura!

terça-feira, 6 de julho de 2010

O metrô de uma segunda qualquer.

Chego cedo a estação de metrô. Hoje o tempo é meu aliado. A oficina de teatro acabou. Acabou a oficina, acabou a amizade. Ficou o carinho e um pouco de saudade. Saudade rima com amizade. Grande coincidência eu estar sentindo saudade de tantos amigos.

Não sei se volto ao teatro. A construção de uma peça teatral é desgastante e exaustiva. E eu me questiono até que ponto vale a pena manter esse desgaste desnecessário.

Questiono várias coisas. Sou um misto de incertezas e convicções. Mas em semanas estressantes, até a mais firme das minhas convicções, como um passo de mágica, pode se transformar em uma incerteza.

Entro no metrô. Escrever é a terapia escolhida ao acaso. Sento no chão sujo. Hey leitor! Tenta falar “sala suja, chão sujo” bem rápido! É divertido! Divido o chão sujo com um morador de rua que dorme e outras crianças que saíram de suas aulas.

Meu corpo pede descanso. Minha mente responde: agüenta firme! Só falta uma semana! Definitivamente, preciso de férias de mim mesmo.

A imagem do morador de rua é triste e curiosa. Enquanto o Brasil inteiro se questiona sobre o maior culpado da derrota da seleção na copa do mundo, me questiono como ele foi parar ali. Questiono se o ato de dormir o faz sentir menos cansado. Sempre que me sinto mal, penso em personalidades ilustres como aquele nosso amigo morador de rua. Nem dá pra reclamar. Chega de escrever por hora.

Volto do metrô. Escrevo para controlar a ansiedade. Espero por uma ligação que não vai chegar. Um pedido de desculpas, talvez. Temo o futuro. Temo ficar só. Aquela felicidade do post passado se foi. Nossos melhores sonhos tendem a serem curtos. Espero voltar a dormir tranquilamente em breve. Sou o culpado de minha própria desgraça.Meu coração bate forte, pedindo uma ação. Sinto meus desejos mais profundos traírem a racionalidade. E eu não sei o que fazer. Chego ao meu destino. Hora de voltar a realidade. Sala suja, chão sujo!

Obrigado pela leitura!