quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Coragem
Você chega, cheia de ternura.
De repente, perco minha coragem,
Porque você me encanta
e simplesmente aumenta meu desejo.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Melancolia.
domingo, 31 de julho de 2011
Terapia comunitária
Ao escutar uma história, as pessoas daquele ambiente se permitiam ouvir, se colocar no lugar do outro, chorar pelo outro, sentir o outro. De uma nova forma. Os relatos sobre perdas fizeram o rapaz refletir sobre as mudanças.
A mudança, como já disse aqui, é ma certeza da vida. Seja para o bem ou para o mau, sempre vai ocorrer. Quando crescemos, nos deparamos com a necessidade de fazer escolhas, que esta diretamente ligado com a mudança. Podemos escolher não mudar, o que seria viver de uma ilusão. Acredito que estamos mudando a cada ciclo respiratório realizado.
O processo de fazer escolhas, somado as mudanças da vida nos levam a varias duvidas. “Será que escolhi o caminho certo?” “O que seria de mim se eu não tivesse vindo para Brasília?” “Como seria minha vida se minha irmã estivesse do meu lado?”
Devo lembra-los leitor, que nem sempre temos o direito a escolha. O “melhor” para gente muitas vezes pode ser decidido pelos nossos familiares e/ou entidades maiores (chamamos de Deus).
Quando não temos o poder de escolha, nos sentimos invisíveis, impotentes. E tudo isso me lembra o quanto que crescer dói. Essa dor ninguém tem sozinho. De tudo issso, o que fica é a coragem, o equilíbrio e o respeito.
Não é a toa que vi as pessoas em minha volta enxergando o próximo de forma diferente. Não é a toa que agradeço a todos que estiveram comigo. Não só pela leitura Mas pelos abraços sinceros. E sorrisos. Vários sorrisos.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Sobre o tempo
Afinal, quando escolhemos ficar com alguém, estamos simplesmente enganando a solidão ou buscando um verdadeiro complemento?
O presente fazia dele um cara completo, por ela ter estado ali. Para o futuro, havia só uma certeza: evitaria enganar a solidão.
O tempo, digo, a desgraça do tempo fez o rapaz descobrir que os homens tomavam o lugar dos meninos. E que precisava muito para se tornar homem. Precisava de orientação. (Principalmente na hora de dirigir). Precisaria de algo que nem ele sabia se algum dia conseguiria ter. Os momentos de vida o faziam se sentir impotente.
Precisava voltar a escrever, aproveitar a inspiração.
Precisava parar de temer o que ainda não chegou.
E precisava conquistar o tempo. Porque o tempo leva a saudade. E a saudade pode proporcionar novos encontros. E os encontros abrem possibilidade para novos momentos. E os momentos podem lhe trazer inspiração. E mãos quentes.
Obrigado pela leitura!
terça-feira, 31 de maio de 2011
A sorte ajuda os ousados, letrados e tarados.
Pelo pouco que conheço, a psicologia do esporte diz que a sorte ajuda aos bem preparados. Os bem preparados emanam energias positivas, tendo aquilo que chamamos muitas vezes de “sorte de campeão”. Os mais religiosos preferem atribuir a emanação de energia positiva a Deus. Deus ou sorte. Nesse caso são a mesma fonte de energia, vistas sob diferentes óticas. Atualmente o termo sorte tem me agradado mais, o que justifica sua presença no titulo.
Mas ser ousado, letrado e tarado também é um ensinamento para o lado profissional.
Vivemos em um mundo bastante competitivo. Os profissionais de diferentes áreas vivem pressionados, com medo de errar. O erro é de alto custo, atrai críticos oportunistas e pode prejudicar terceiros. É muito cômodo buscar evitar o erro, se limitando apenas em fazer o que é necessário. É muito trabalhoso e desgastante buscar mudanças. Já testemunhei pessoas que se diziam a favor de mudanças, até perceberem que o mudar envolve planejamento e gasto de energia. Buscar a mudança nos dias de hoje é privilégio de poucos e sempre vem acompanhados com um numero excessivo de criticas. Por isso, caro leitor, ter ousadia é fundamental.
Mas a ousadia tem que ser sempre acompanhada pelo tesão. Até porque a busca continua pela mudança é um processo exaustivo e gerador de conflitos. O prazer de fazer as coisas te sustenta em momentos de crise e incertezas. É a energia que nos move. Ser tarado é a busca inconstante pelo prazer.
Ser letrado. Acredito que em projetos mirabolantes, uma base teórica bem fundamentada é essencial para convencer céticos de plantão. Simples assim, sem muita divagação.
Então por isso, caro leitor, sejamos todos ousados, letrados e tarados. A sorte nos ajudará. E então, estaremos mudando o mundo.
Obrigado pela leitura!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Discurso de aniversário II
Mais um aniversário chegando. Vou virar a noite escrevendo. Embora minha cabeça viva em uma constante tempestade de idéias, me resta pouca força de vontade de botar tudo no papel. 21 anos chegando. Na verdade o chegar da idade aparenta ser deprimente. Não é pelo fato de ficar velho, essas viadagens todas que normalmente acomete mulheres, mas sim por possuir uma noção melhor do mundo.
Esse ano tento focar em minha faculdade, minha futura vida profissional. Trabalhar no sistema público de saúde é vivenciar a realidade nua e crua. Vejo o mundo cada vez mais como um lugar hostil e cruel. E essa noção que estou tendo do mundo vem através das experiências, conseqüentemente, da idade. Não é fácil pensar em humanização em um sistema totalmente desumano. A nossa realidade é simplesmente detestável, julgada sob esse ponto de vista.
Mas nem tudo é tristeza e pessimismo, caro leitor.
To tentando aproveitar a vida da melhor forma possível. Sendo sério nas horas sérias. Sendo nada sério quando estou com meus amigos.
Amigos. Esse ano tento isolar as pessoas interesseiras e me (re)aproximar das pessoas interessantes. Não é nada fácil. Até porque as pessoas não são oito ou oitenta. Mas é a forma mais inteligente e prática que encontrei de sempre estar acompanhado de sorrisos e abraços sinceros.
Porque meus amigos, eles não sabem, mas são responsáveis não só por momentos divertidos. Meus amigos são aqueles responsáveis por manter o brilho em meus olhos, a vontade de seguir sonhando.
Dia após dia os amigos provam que a realidade é muito mais do que meu pessimismo usual. Nas piadas sem graça, encontro sorrisos. Nos sorrisos, encontro um pouco de amor. E encontro, acima de tudo, aquilo que vou chamar simplesmente de ‘brilho’.
O ‘brilho’ é nítido nos artistas. É nítido em cada ser ousado, tarado e letrado existente nesse mundo. E o ‘brilho’ me sustenta, me faz ter energia para continuar tentando me impor perante ao mundo, desafiando a gravidade. O ‘brilho’ faz parte do pato way of life!
E esse ano vou encontrar um pouco desse ‘brilho’, a cada vez que eu receber parabéns. Porque isso me dá forças para ser quem eu sou.
Aos meus amigos e aos meus leitores, minha sincera gratidão.
segunda-feira, 21 de março de 2011
A garota, o pé de laranja velho e a flor de cerejeira
Todos os dias pela manha ela era observada. O rapaz da casa da direita estava obcecado por aqueles cabelos curtos e repicados, somado ao charme indescritível que a acompanhava. Compensava sua timidez com a habilidade de arquitetar planos mirabolantes e ousados. Após duas semanas de detalhada observação, finalmente tomara coragem. Havia calculado friamente cada possibilidade de erro. A garota era extremamente pontual, descia ás nove e voltava para casa ás onze. Apareceria com seu cachorro na mesma praça, aproximadamente nove e vinte da manha. O encontro pareceria um acaso, assim como a conversa inicial que pretendia ter. Porque até mesmo os acasos podem ser friamente calculados.
Planejava descobrir o que tanto ela tanto rabiscava naqueles papeis. Chegada a hora, o rapaz decidira agir. De forma desengonçada chegou, soltou seu cachorro e sentou no banco da garota. Observou que ela desenhava uma árvore como havia previsto. Não tardou a perguntar com espantosa espontaneidade:
-Com licença, você tá desenhando essa laranjeira?
A moça mesmo surpreendida por tamanha inconveniência, pareceu se divertir com a pergunta.
-Não isso não é uma laranjeira. Sou desenhista. O que estou desenhando na verdade é uma cerejeira, tendo como ponto de referência esse pé de laranja velho. Faço para me distrair
-E porque usa como ponto de referência essa laranjeira velha e não pega uma imagem de uma cerejeira?
-Já vi várias gravuras de cerejeira, mas o que eu quero mesmo é ver ela pessoalmente. Dizem que a flor de cerejeira é uma das mais belas do mundo e que são sagradas na Índia.
Nessa hora o rapaz tímido tem um trunfo.
-Você sabia que na cultura oriental, a cerejeira era associada ao samurai? Os samurais tinham uma vida curta, assim como a flor de cerejeira ao se desprender da árvore.
A moça estava surpresa. Não pela cultura inútil do rapaz, já que o Wikipédia (sim, eu peguei isso de lá!) poderia dar essa informação. Não se surpreendera pela fala atrapalhada e estabanada daquele rapaz. Havia algo de especial nele. Algo que ela definia como “reatividade”. Cada frase trocada entre os dois era uma reação diferente daquele homem. Ele parecia, de alguma forma como ela não conseguia entender, reagir ao falar. No mundo frio em que vivemos, aquilo se tornara especial, talvez único. Isso a fez ficar mais a vontade, sem se preocupar com o que ele ia pensar.
-No Japão, a árvore é chamada de Sakura. Talvez você já tenha ouvido falar desse nome como um desenho japonês. Eu queria ser como ela quando era criança.
O sorriso daquela garota era encantador
Então o papo fluiu levemente. Besteiras e besteiras foram sendo faladas, acompanhados de sorrisos e reações espontâneas. As 11horas, como previsto, a garota voltou para casa. Nem o nome dela ele sabia. Perdera a chance de perguntar devido á tamanha afobação. Não se sabe se o estabanado rapaz veria a garota de novo. Não se sabe até que ponto aquela conversa boba poderia realmente ter como conseqüência. O que aquele rapaz sabia era que a garota que desenha cerejeiras o encantava de alguma forma diferenciada. E ele não sabe explicar o porque.
Obrigado pela leitura!