sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

uma noite em copacabana

Era a raiva que havia tomado conta no momento em que decidira sair do hotel. Fora andando a passos decididos a lugar algum. Uma hora da manha em outra cidade o faria sentir medo, mas ali não. Chegara a praia. Pensou em tirar seu all star, levantar as calças e pisar na areia. Mas aquela não era uma noite para seus pés ficarem descalços. Atravessou a ria. Foi para uma das poucas barracas ainda iluminadas. NO meio do caminho, uma oferta tentadora: conhecer uma boate sem pagar nada. Tal oferta tinha que ser uma cilada. Mas o rapaz era precavido. Entrou, observou, não encostou em nada. De volta as barracas, ficara encantado pela beleza da prostituta que ali passava. Copacabana, a terra das prostitutas. Um ambiente interessante, no mínimo. Diferente daquilo que estava acostumado.

Atravessou as barracas. Sabia que estava se expondo. O leitor que me desculpe, mas o medo as vezes é uma companhia agradável. Observava pessoas entretidas com o movimento. De repente se tocou que estava estático. A inocência de seu olhar o denunciara. Não era dali, estava perdido. Sua sensatez tomou conta e o chamou de volta para o hotel. No meio do caminho, uma mulher o chama. Era do tipo de mulher que media a beleza de um homem pelo tamanho de seu bolso. Após a recusa do convite, continuou andando. Havia a estranha sensação de que estava sendo seguido. Um tipo qualquer de paranóia, talvez. Em sua cabeça, vinha a musica do Green Day “walk alone”. E quando se sentiu seguro, sentiu uma imensa vontade de compartilhar tudo isso com vc, amigo leitor. Obrigado pela leitura!

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